As entrevistas de Pedrinho e de José Roberto Lamacchia deixaram todos os vascaínos de queixo caído. Muitos não tinham o conhecimento sobre os acontecimentos dentro dos bastidores, que após a exoneração de alguns profissionais que eram considerados peças fundamentais na gestão do presidente, deixou tudo bem explicado.
José Roberto Lamacchia não poupou palavras e deixou bem claro quem demonstrou interesse em ganhar algum cargo na SAF comandada pelo seu filho Marcos Lamacchia.
Entrevista de José Roberto
“Já tivemos (conversas com Alan Belaciano), mas nunca (pediu cargo), jamais! Pelo contrario. Estava sempre procurando ajudar. Se alguem falou isso, está mentindo.
Agora, o Carregal pediu. Não só pra ele, mas também para a Bianca (Reis, diretora jurídica da Vasco SAF).
Outro que ligou hoje querendo mudar o contrato foi o tal do Silvio (Roberto, VP de finanças, que foi exonerado por Pedrinho). Não vamos mudar contrato nenhum. A torcida precisa saber quem vai falir o Vasco.”
— José Lamacchia, ao @lucaspedrosa94
Felipe Carregal negou que tenha pedido cargo na SAF para Lamacchia.
Defesa de Exonerado
– Diante dessas minhas ponderações jurídicas, comecei a ser pressionado a mudar de opinião, sob a justificativa de que a discussão jurídica, compartilhada por outros advogados envolvidos nas negociações, estaria “atrapalhando a venda”.
Não mudei meu entendimento e fui afastado das negociações há alguns meses.
Não sei dizer a razão pelo qual o MOU não foi assinado até hoje. Ou se já foi assinado.
Carregal disse que o investidor
– no caso, os representantes de Marcos Lamacchia
– não queria dar nenhuma cadeira ao Vasco nem no futuro conselho de administração da SAF e nem mesmo no conselho fiscal.
Mais: foi contra também à ausência de previsão de correção monetária no contrato.
Confira a resposta na íntegra
“Sim, estive no escritório do Seu José em algumas oportunidades, sempre com a ciência de membros da diretoria. Em um primeiro momento, quando o investidor voltou à mesa de negociação no ano passado, atuei para aparar as arestas existentes entre as partes, em razão da negociação anterior, que acabou não sendo concluída.
Quanto à venda em si, sempre fui favorável, em ambas as negociações realizadas. O próprio presidente é testemunha ocular disso. Na segunda negociação, na qualidade de Vice-Presidente Jurídico, ressaltei a necessidade de o clube ter um representante no Conselho de Administração e no Conselho Fiscal da nova SAF. O investidor não queria. Fiz essa ponderação porque entendo que o acionista minoritário – no caso, o clube – deveria ter uma mínima representatividade nesses órgãos de governança. Evidentemente, o investidor teria a maioria absoluta das indicações para ambos os conselhos, mas o clube, na condição de acionista minoritário, deveria estar representado institucionalmente para exercer, de alguma forma, os poucos direitos que lhe caberiam dentro desses conselhos.
Também defendi que a cadeira destinada ao clube no Conselho de Administração da nova SAF fosse ocupada pelo presidente do CRVG. Inclusive, manifestei esse entendimento diretamente ao investidor em determinada oportunidade. Vale lembrar que no acordo de acionistas firmado com a 777, o clube possuía duas cadeiras. E os americanos, cinco cadeiras. O Conselho Fiscal, por sua vez, era composto por dois membros indicados pela 777 e um pelo clube. Outro ponto por mim alertado foi a ausência de previsão de correção monetária dos aportes.
Na minha avaliação, os valores previstos deveriam ser atualizados monetariamente ao longo do tempo (seriam feitos em 5 anos), como em qualquer contrato com pagamentos diferidos no tempo. Era assim no contrato com a 777.
(+)
🎙 | Felipe Carregal, VP exonerado do Vasco, ao Globo Esporte
Análise do Editor
Uma análise um pouco delicada, onde pessoas não querem perder seus cargos e buscam o próprio interesse. O problema é que as pessoas passam por cima de qualquer um para se AUTOBENEFICIAR. Isso não acontece só no Vasco da Gama, acontece na Política brasileira e em outras também, são pessoas que não tem um carácter confiável e que precisa ser corrigida.
Nossas opiniões e ideais não podem mudar por conta de benefícios que teremos para si próprio, olhar o contexto é a melhor opção, mesmo que não seja tão favorável, temos que juntar o útil ao agradável. Os interesses dos políticos do Vasco da Gama estão acima do clube, na realidade ninguém quer o bem do Vasco se não for favorável a si próprio.
A demissão de pessoas que oferecem esse tipo de comportamento é digna de aplausos, porque não são pessoas confiáveis para nenhuma instituição.
